06.04.18

CANTOR E COMPOSITOR PEDRO BOI É O MAIS NOVO ARTISTA DA PRODUTORA FORMIGUEIRO CULTURAL

Parceria visa ampliar ainda mais os projetos e shows do músico e compositor

 

        O Formigueiro Cultural segue ampliando suas parcerias, em um trabalho contínuo em prol da maior valorização da arte e cultura do Norte de Minas. A partir deste mês, o cantor e compositor Pedro Boi, um dos nomes de maior relevância na cultura popular regional, passa a ser mais um artista exclusivo do Formigueiro. A produtora também representa Tino Gomes, a banda Taboo e a Orquestra Sinfônica de Montes Claros.

        O objetivo da parceria é ampliar ainda mais a divulgação de Pedro Boi, com a condução de novos projetos, ações culturais e shows pela região. Autodidata, e com a música sendo parte da sua criação em família, Boi despertou sua aptidão musical muito cedo, por volta dos 9 anos, quando começou a aprender a tocar sanfona. Em seguida aprendeu violão, observando um amigo que estudava o instrumento no Conservatório de Música Lorenzo Fernandes.

         A vida simples, porém, rica em cultura, deu a Pedro Boi recursos e incentivos suficientes para impulsionar sua criatividade musical. Sua carreira começou nos festivais regionais, quando começou uma parceria, e amizade, de vida inteira com Ildeu Braúna, o seu amigo de infância. Através das participações em festivais, aumentando o círculo de amizades com interesses em comum, surge, em 1977, o Grupo Agreste, numa reunião entre os amigos Ildeu Braúna, Manuelito, Chorró, Gútia, Tom Andrade e Sérgio Damaceno.

         Logo as canções, que sempre lembravam do homem e da vida simples no sertão mineiro, ganharam a região, o estado e o país. O cantor e violeiro Téo Azevedo, outro grande ícone da cultura popular regional, apresentou o grupo ao selo Bandeirantes, para gravação do material em LP. Entres os vários destaques, as músicas, “Zumbí” e “Jaíba”, de autoria de Pedro Boi e Braúna, foram incluídas na trilha sonora da novela “Rosa Baiana”, da TV Bandeirantes, em 1980.

         Pedro Boi, junto ao Grupo Agreste, percorreu o Brasil, levando na bagagem a cultura do cancioneiro do sertão mineiro; foram três discos lançados pelo grupo. Mesmo com o fim do Grupo Agreste em 1983, Boi seguiu levando a cultura norte-mineira em carreira solo – lançando mais três discos -, sempre celebrado por onde passou, com o respeito adquirido pelo trabalho sólido de suas canções, até hoje cantadas com carinho pelo público.

 

Ricardo Guimarães
Jornalista – Algo Comunicação Cultural